Pipetas são instrumentos muito utilizados em laboratórios e, por isso, devem ser selecionadas com cuidado. No entanto, como ponteiras são consideradas consumíveis, geralmente, não são selecionadas com qualidade em mente.

Poucos sabem, porém, que existem normas de qualidade muito importantes que asseguram a exatidão e precisão da pipetagem. São elas a norma ISO 17025 que requer a calibração da pipeta. E a norma ISO 8655, que considera pipetas e ponteiras como um sistema único. Infelizmente, muitos usuários acreditam que apenas porque a ponteira se encaixa perfeitamente na pipeta não existem riscos de problemas com o resultado dos ensaios.

Trata-se de uma suposição errada. Segundo Adriana Machado, Coordenadora de Vendas de Diagnósticos da Eppendorf do Brasil, “A qualidade da ponteira é tão importante no experimento quanto a pipeta. Infelizmente esse dado é subestimado pelos laboratórios clínicos principalmente pela redução de custos e falta de informação”.

A pipeta e a ponteira compõem um sistema único e foram desenvolvidos para funcionarem juntos. Sendo assim, o ideal é usar ponteira e pipeta do mesmo fabricante, evitando com isso, erros de precisão. Uma vez que isso não é possível, o indicado é fazer uma calibração cada vez que a marca da ponteira usada não for a mesma da fabricante da pipeta.

É significante a diferença na pipetagem se a calibração for feita toda vez que ponteira for trocada, especialmente em ponteiras de pequenos volumes. Como enfatiza Amanda Prado, Técnica de Metrologia na Assistência Técnica da Eppendorf, “É importante manter um padrão. Se a pipeta for calibrada para um tipo de ponteira deve-se sempre usar a mesma ponteira”. Amanda Prado diz ainda que “Recebemos no epServices (Assistência Técnica da Eppendorf) muitas pipetas reprovadas na calibração em outros laboratórios e quando fazemos a análise técnica verificamos que não existe problema algum na pipeta, mas sim na ponteira que estava sendo usada, pois não era do mesmo fabricante que a pipeta.”

Além disso, outros fatores que influenciam os resultados dos ensaios são: formato da ponteira e a qualidade do material, que podem ocasionar gotejamento e queda de ponteiras. E, além de influenciar a precisão e exatidão podem causar problemas de contaminação cruzada e perda de amostras ou reagentes. “Ou seja, a solução para ficar tranquilo quanto à precisão e exatidão de seus resultados é escolher ponteiras de alta qualidade, além de sempre utilizar pipetas e ponteiras do mesmo fabricante,” finaliza Adriana Machado.

Fonte: Lab Network